LOUVOR AO REI (do Pop)

Ainda na onda das homenagens à Michael Jackson, uma igreja episcopal nos EUA foi palco de uma delas. Totalmente inusitada.

No fim do culto, quando esperamos aquela música inspirativa, o organista metralhou um medley com "Beat It" e "A.B.C.", dois sucessos do Rei do Pop. A congregação aplaudiu com gritinhos e tudo.

Sintam o som do figura:

DI MARCA, por Adão Iturrusgarai

EVANGELISMO EXPLOSIVO, por Don Addis

"Fale das boas novas do amor de Deus o tempo todo. E se precisar, use palavras".
(Francisco de Assis)

SAL DOCE E LUZ FRACA

METADE DO BRASIL SERÁ EVANGÉLICA?
Revista Época

Dados estatísticos do SEPAL (Serviço de Evangelização para a América Latina) apontando que 50% da população brasileira poderá tornar-se evangélica até o ano de 2020.

A projeção baseia-se na premissa de que a taxa de crescimento dessa religião na próxima década continue a mesma dos últimos 40 anos. Para teólogos e antropólogos ouvidos por ÉPOCA, os evangélicos não vão apenas mudar a sociedade brasileira. Eles mudarão com ela.


A antropóloga Christina Vital, do ISER, diz que a igreja evangélica caminha para uma flexibilização. “(...) a igreja evangélica vai se adaptando à sociedade. Essa flexibilidade é justamente o fator de crescimento deles”, afirma.

“Já começam a surgir os evangélicos não praticantes. Isso acontece com toda religião que cresce muito”, diz o antropólogo Ari Pedro Oro, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, especializado em religião.

Os estudiosos do protestantismo dão como certo que o aumento da população evangélica levará à diminuição no consumo de álcool (todas as denominações protestantes pregam contra ele) e preveem que a escolaridade aumente, já que crianças protestantes são incentivadas a ler a Bíblia.

A violência, porém, deverá prosseguir. Nas favelas do Rio de Janeiro, pastores e traficantes convivem lado a lado. Os delinquentes respeitam os líderes evangélicos e atendem apelos eventuais. Mas o tráfico continua. E mata.

A BÍBLIA EM UM MINUTO

Será que é possível resumir a Bíblia em um minuto? A dupla Barats & Bereta conseguiu! Aí vai a versão legendada em porguuês!



Aqui vai também a versão sem legendas, só com o áudio original. Pra quem manja de inglês, e também pra quem não manja, mas quer ver melhor os efeitos especiais mirabolantes:



Agradecimentos pela dica ao pessoal do DoxaBrasil.

SABE VOAR, ESTUDANTE?

O ator Caio Junqueira, que fez o Aspira Neto no TROPA DE ELITE, se preparava para entrar numa filmagem no Centro do Rio. Durante os preparativos ele é abordado por um camelô vendendo DVDs piratas. E aí...



O inusitado é que eles estavam preparando as filmagens de uma campanha publicitária viral para o site MyMovies.com.br, uma clube-locadora virtual. E parte da campanha seria o ataque aos DVDs piratas, pois a mensalidade da locadora equivalia a um piratinha.

Só que nada era combinado nesse vídeo! O Caio Junqueira improvisa na hora, dando de dedo no pobre diabo do camelô, como a gente pode perceber pela reação do câmera. Acabaram ganhando uma cena fácil fácil.

Ator tem que aproveitar as deixas, tá muito certo... :-D

FIFA repreende comemoração religiosa da Seleção Brasileira
Agência Estado

GENEBRA - A comemoração da seleção pelo título da Copa das Confederações e o comportamento dos jogadores brasileiros após a vitória sobre os Estados Unidos causam polêmica na Europa.

A queixa é de que o time brasileiro estaria usando o futebol como palco para a religião.

A Fifa confirmou ao Estado que mandou um alerta à CBF pedindo moderação na atitude dos jogadores mais religiosos, mas indicou que por enquanto não puniria os atletas, já que a manifestação ocorreu após o apito final.

Ao final do jogo contra os EUA, os jogadores da seleção fizeram uma roda no centro do campo e rezaram [sic]. A Associação Dinamarquesa de Futebol é uma das que não estão satisfeitas com a Fifa e quer posição mais firme. Pede punições para evitar que isso volte a ocorrer.

Com centenas de jogadores africanos, vários países europeus temem que a falta de uma punição por parte da Fifa abra caminho para extremismos religiosos e que o comportamento dos brasileiros seja repetido por muçulmanos que estão em vários clubes europeus hoje.

Tanto a Fifa quanto os europeus concordam que não querem que o futebol se transforme em um palco para disputas religiosas, um tema sensível em várias partes do mundo. Mas, por enquanto, a Fifa não ousa punir a seleção brasileira.

"A religião não tem lugar no futebol", afirmou Jim Stjerne Hansen, diretor da Associação Dinamarquesa. Para ele, a oração promovida pelos brasileiros em campo foi "exagerada".

"Misturar religião e esporte daquela maneira foi quase criar um evento religioso em si. Da mesma forma que não podemos deixar a política entrar no futebol, a religião também precisa ficar fora", disse o dirigente.


A gente até entende. É o medo de uma briga de encamisetados no meio dos jogos. Atletas usando a grife "Deus é fiel" caindo na pancada com os da marca "Só Alá é Deus e Maomé o seu Profeta".

O que me embasbaca são dois pontos.

Primeiro, os dirigentes dinamarqueses pensarem que farão um embargo laico no futebol, até hoje dominado pelos "trutas" dos dirigentes brasileiros.

E segundo, estamos numa era que ao mesmo tempo admite todas as religiões como possíveis e que repreende a divulgação religiosa publicamente. É de dar nó na cabeça! Outro dia mesmo teve um projeto de lei tentando proibir no Brasil os chamados "ar livres", eventos evangelísticos em praças ou ruas.

E acho que essa lei só não passa porque provavelmente as procissões entrariam nesse pacote, e ainda temos muita influência católica nas esferas do poder.

O FATOR ZÉ EDUARDO, de Laerte

CONTEMPLATIVO 2: Preparando-se para o vôo

Samuel apanhou o chifre cheio de óleo e o ungiu na presença de seus irmãos, e, a partir daquele dia, o Espírito do Senhor apoderou-se de Davi(...).

1 Samuel 16.13a

Adoro ritos de passagem.

São pequenas cerimônias proféticas, mágicas. Uma espécie de cheque pré-datado, apontando para um valor e uma maturidade que ainda não temos.

Sim, porque quase sempre o rito de passagem anuncia algo que ainda não aconteceu. A menina de 15 anos ainda não é uma mulher adulta, certo? Mas as falas da cerimônia e a danças dos cavaleiros com as damas a colocam num novo mundo, estranho e familiar.

E a vida está repleta de rituais de passagem:

Somos desmamados para poder ingerir sólidos. Pai e mãe tomam nossas chupetas. Primeiro dia de aula, choramos na despedida em frente à escola. Pai se descabela quando libera filho adolescente pra pegar ônibus sozinho. Menina tem sua festa de quinze anos. Homem e mulher têm o ingresso e a formatura na faculdade. Primeiro emprego e um chefe nada bonzinho como a tia da escola. Casamento, filhos, bodas de prata.

Curioso que a senilidade e a volta à infância não têm rituais. Por isso essas eu dispenso.

Talvez um dos um dos ritos mais marcantes para o novo homenzinho seja a carteira de motorista.

Quando fui tirar a carteira, nem me empolguei muito. Nunca fui vidrado em carro. Fiz o curso sem muita motivação e, claro, bombei no primeiro exame. Tinha terminado um relacionamento longo e a cabeça não estava ligando nada com nada. Passei só na segunda vez, já mais tranquilo.

E ao pensar num carro hoje, o que me vem à mente é o acolhimento e segurança para quem eu amo. É ter mais tempo com a família do que com passageiros no ônibus cheirando a 8 horas de trabalho.

Mas o rito de passagem ainda não se completou na minha vida. Sou uma promessa de motorista. Brevê eu tenho, mas faltam as muitas milhares de horas de vôo para pilotar com segurança.

. . . . .

Num dia absurdamente comum, Davi foi ungido rei. Um jovem franzino, ainda longe da vida adulta, mas com a promessa de ser o líder de sua nação. O ritual marcou sua vida. A partir de agora, ele não podia simplesmente ser mais um. Toda sua vida dependia de tornar-se o adulto ousado e dependente que Deus sempre sonhou.

Mas antes que houvesse uma funda, algumas pedras e um gigante estatelado no chão, houve uma unção. Um ritual. E se Davi não empreendesse a jornada da maturidade, ele nunca faria juz à profecia que recebera.

Quais foram os seus últimos rituais? Vestibular, formatura da faculdade, morar sozinho, casamento, trabalho, filhos? Eles são ainda promessas ou se tornaram terrenos conquistados?

O rito de passagem anuncia algo que ainda não aconteceu plenamente, mas que precisa acontecer. Não há como adiar eternamente sua evolução. Ela precisa chegar.

É não esquecer que o brevê não é o fim da jornada, e sim um convite para muitas horas de vôo. Rumo aos cumes da maturidade.

Boa viagem!

TRANSCENDENTE COTIDIANO 2.0

O blog de sempre com uma cara nova, de leve!

O que era assim...












...agora é assim!













Há um bom tempo que eu queria mudar o layout e implementar umas funcionalidades. Vamos às novidades:


ALTERNÂNCIA NAS CAPAS
De tempos em tempos a header (imagem inicial do blog) vai mudar. Vai ser uma espécie de retrato atualizado dos temas do blog. Então não estranhe.

NOVA FERRAMENTA "PESQUISAR"
Agora a ferramenta de pesquisa ("Caça-Palavras") não se limita a esse blog apenas! Ela também vai buscar conteúdo de todos os blogs que tenho linkados aí ao lado ("Graça Comum" e "Graça de Deus").

NOTÍCIAS MAIS OBJETIVAS
As seções de notícias em tempo real ("Ouça o Espírito..." e "...mas ouça o mundo") foram diminuidas. Agora são apenas 3 notícias por vez, para que você tenha uma visualização mais limpa do conteúdo do blog, como as colunas e outros destaques que ficavam soterradas abaixo das notícias.

NOVOS LINKS
Dei uma atualizada federal nos links, com bastante coisa sobre produtividade, GTD e organização pessoal ! Confira:


ATUALIZAÇÕES DIÁRIAS
Como a proposta do blog é falar dos milagres diários, da interferência do Eterno no nosso cotidiano frugal, teremos MAIS ATUALIZAÇÕES. Diárias como as manifestações da graça de Deus. A meta é ter pelo menos um post por dia.

PODCAST
Teremos também alguns colaboradores dando uma força. Além disso, vai sair um Podcast mensal do blog, o CLAUDIOCAST. Assim a gente estreita os laços e colocamos voz e música nos assuntos de sempre mas que mereçam aquele aprofundamento maior.

Espero que gostem!

Arrivederci!

ETERNIDADE

Pensei no inferno hoje. O que é bem estranho, porque nem os religiosos pensam ou falam mais nele.

Estava mexendo num telão de projeção de vídeo, e me peguei pensando na visão medieval do inferno. Chamas, caldeirões, capetas cascudos, torturas, reprise eterna dos "piores momentos" do pecador...

Pra mim essas imagens são um exercício da imaginação humana. Vai saber o que se passará por lá... Talvez essas imagens tradicionais não façam juz ao que realmente causará "choro e ranger de dentes", de acordo com as Escrituras.


Fico com a definição de céu e inferno de um amigo:

Céu é quando o homem íntimo de Deus diz a Ele:
'Seja feita a Sua vontade'
;
Inferno é quando Deus diz ao homem distante dEle:
'Seja feita a SUA vontade'

Talvez a pior sorte que um homem pode ter é ser entregue aos seus próprios desejos egoístas. Isso é o inferno. Mas como falei lá em cima, não se fala mais em inferno, nem nos lugares em que eles eram mencionados antes. Por quê?

Tenho cá pra mim que isso aconteceu por alguns motivos.

1) Nossa agenda não tem espaço para a eternidade. Afinal, pra quê pensar no que acontecerá depois do fim do mundo quando se tem o novo CD do U2 pra comprar, uma dívida para saldar, os filhos pra criar, ou aquela promoção imperdível das Casas Bahia? A urgência do hoje apaga qualquer pensamento sobre a eternidade.

2) O "Deus" moderno é amoroso e perdoador, e não tem grandes exigências pessoais. Só que todo relaciomento possui expectativas dos dois lados da relação. Pergunte ao seu cônjuge/noivo(a)/namorado(a). Por que Deus não teria as suas? Será que Ele não tem padrões sobre como se relacionar com Ele e com as pessoas? Não há mais pré-requisitos, afinidades que vêm antes da intimidade? Hoje em dia parece que basta não prejudicar MUITO o seu semelhante, que no final Deus dá uma piscadinha malandra de olhos pra você e lhe deixa passar por baixo da catraca celeste.

. . . . .

Acredito que o inferno é um lugar e ao mesmo tempo uma disposição interior. Quem lá morar se sentirá em casa e ao mesmo tempo longe dela.

"Em casa" porque treinamos no passageiro o que seremos no eterno.

"Longe dela" porque a vida não faz sentido se não procuramos nossa origem, aquele que nos criou.

Daí eu não ter qualquer receio de perder o "ticket" para o céu. Afinal, estou treinando hoje para ser o que serei eternamente. Não será nenhuma surpresa, apenas a continuação do tipo de vida que vivi aqui.

Por mais que a cultura popular rejeite a idéia do inferno, não dá pra acreditar que o mundo vai acabar e tudo continuará a mesma coisa. Ou você acha que vai mudar alguma coisa se todo mundo for para o "céu"? Pra quê então fim dos tempos? Não seria melhor Deus continuar com o sistema atual?

Não quero botar medo de inferno em ninguém. Pelo contrário. Acho que ter um relacionamento com Deus é atraente o suficiente para eu querer passar o resto da vida ao lado dEle.

Buscar religião por medo de inferno é coisa miúda. É como procurar o colo do pai de noitinha por medo da onça lá fora, e não pelo amor ao pai. Passa a ameaça de onça, amanhece e o colo do Pai não serve mais pra nada.

Pra mim a eternidade é apenas o "papel passado" de tudo que plantei, e na qualidade da minha "vida familiar". Se vivi com meu Pai aqui, lá será apenas uma continuidade.

É uma foto que, apesar de eternizada, não está congelada no tempo, mas se faz nova a cada dia.

O CORPO TAMBÉM XINGA

"Tem certos sentimentos que só um palavrão bem pronunciado consegue exprimir, não tem jeito".

Bem, é o que um amigo meu pensa. Ele soltou essa durante um papo sobre furadeiras de alto impacto, pregos, e as fatais marteladas no dedão. É cristão convicto, mas luta contra a tentação de mandar pessoas a lugares inóspitos.

Nunca fui muito tentado a soltar palavrão não. No início da adolescência até cometi alguns. Era aquela fase de se enturmar com os mais velhos. Era tão anti-natural pra mim aquela pose de badboy falso-revoltado que logo deixei essas besteiras pra lá.

Minha reação a um machucado inesperado acidental costuma ser um grito gigante. Até aí, tudo bem. Expressar a dor faz parte da nossa humanidade, seja em forma de música, poesia, grito ou gesto.

O problema mesmo é quando quando a dor é lancinante, como topada do mindinho na parede, cabeçada em porta de carro, martelada no dedo que segurava o prego... Na hora eu procuro algum objeto que possa sofrer por mim, e ele acaba pagando o pato. Uma almofada pra jogar longe, uma caixa pra chutar, um tênis pra tentar furar o chão, uma bola pra zunir casa afora...

E apesar de não soltar nenhuma palavra que faça uma freira corar, por dentro eu sei que descontar a minha raiva em objetos não é diferente de xingar. A atitude interna é a mesma: não deixar Deus dissipar minha dor e me acolher em seus braços.

Não estou falando da ira santa, que vem do amor à Deus e às pessoas; falo é das coisas fúteis. Fico envergonhado ao ver que expresso mais indignação pelos meus pequenos machucados domésticos do que pelo sofrimento alheio.

Mas a nossa cultura acha graça das expressões de ira. Os desenhos animados nos oferecem muitos ícones do xingamento e da reclamação, como o Patolino, o Rabugento (cão do Dick Vigarista), e é claro, o maior de todos, o Pato Donald. Tem horas que eu penso que aquele timbre incompreensível e rouco do Donald é pra fazer o povo perceber que ele está xingando, mas não entender as barbaridades que ele pronuncia.

Estou tentando parar com esse mau hábito de espinafrar o que me cerca. Engulo seco, me reviro pelo avesso, vou jogar água gelada na parte machucada... Tem dias que eu venço, em outros eu perco vergonhosamente. Coitadas das coisas que me cercam nestes momentos.

Pois é, levei quase 20 anos pra descobrir que o corpo também xinga; e pior, que eu era um xingador corporal inveterado. E se o corpo faz aquilo que enche o coração, também sou responsável pela minha expressão de frustração. A ira do homem não produz a justiça de Deus. Xingar ou tacar coisas ao léu também não aplaca a dor. Só produz estragos externos além dos internos que causaram a ira,

Mas quem sabe um dia a gente aprenda a reciclar os sentimentos? Ira é sentimento que precisa ser reciclado, não extravasado. Falta transformar nossa ira em ação, em compaixão, em paciência, em atitude de justiça... E até mesmo em choro.

Só não pode ofender a integridade moral da coitada da mãe imaginária, que do nada se torna praticante da "primeira profissão do mundo".