Essa semana estou ouvindo bastante o ARRANCO DE VARSÓVIA.
Eles misturam a malemolência do samba com a vocalização típica de grupos vocais como Céu da Boca, Take 6 e outros.
Enquanto eu preparo a resenha completa do último CD deles, aí vai uma minibiografia deles, e na sequência a que eu considero a melhor gravação deles, FORÇA DA IMAGINAÇÃO, música de dona Yvone Lara e Caetano Veloso.
Marcadores: empinando os ouvidos
Jesus subiu a Jerusalém para uma festa dos judeus.
Há em Jerusalém um tanque que é chamado Betesda. Ali costumava ficar grande número de pessoas doentes e inválidas: cegos, mancos e paralíticos. Eles esperavam um movimento nas águas.
De vez em quando descia um anjo do Senhor e agitava as águas. O primeiro que entrasse no tanque, depois de agitadas as águas, era curado de qualquer doença que tivesse.
(João 5.1-4)
Foi sábado passado.
Levei o coro que eu dirijo para uma maratona de apresentações curtas a pessoas com dificuldades físicas. São membros de nossa igreja que não a frequentam mais por motivo de doença.Na bagagem, um repertório de músicas natalinas, uma oração e palavras de bênção para cada visitado.
Tudo ia transcorrendo bem. Clima de festa, alegria de quem recebia a "serenata", empolgação dos coristas que cantavam no meio da rua, aquela farra que é um comboio de carros até o próximo endereço...
Até chegar lá.
Pedimos autorização primeiro, afinal é um lugar de repouso e descanso. A diretora olhou pra nós com cara de susto inicialmente, mas ao saber dos nossos motivos, logo autorizou.
Entramos na casa e encontrei o motivo da nossa ida: seu João Biscaia. Mais de 70 anos, membro da nossa igreja, extremamente lúcido mas com dificuldades de andar e se locomover.
Lá estava ele, sorrindo, bem disposto, sentado no sofá. Cumprimentei no começo com aquela alegria programada, que a gente usa quando chega num lugar que não conhece bem.
O seu João adora piano, por isso levei um piano elétrico pra dar uma enganada. Ele adorou. Cantamos as músicas de natal programadas, e terminamos com um "Noite Feliz" bem emocionante.
Antes de orarmos por eles e agradecermos pelo nascimento de Jesus, fomos cumprimentar os outros hóspedes que chegaram depois.
E a cada cumprimento, a cada novo idoso, fui descobrindo uma nova motivação.
Não era mais a agenda do coro, era a compaixão.Não eram meros doentes que eu estava conhecendo: eram pessoas que foram terceirizadas. Pais que criaram seus filhos com amor e carinho, e que no fim da vida foram realocados para uma clínica de repouso.
Não falo dos hóspedes voluntários (muitos vão pra lá por vontade própria, porque desgostam da família ou não a tem). Falo daqueles lúcidos, os que tem o olhar vivo e brilhante, que estão lá para não atrapalhar o cotidiano frugal dos filhos.
Eu não via mais só aqueles homens e mulheres. Eu via meus avós. Via meus pais. Via meus filhos. Via a mim mesmo. E é inconcebível pra mim permitir um final de vida a eles que não seja em família, desfrutando dos filhos e netos.
A alegria programada que eu levei para as apresentações virou indignação, tristeza, compaixão. E por fim, choro. Mal consegui terminar a oração, muitas pausas pra tentar controlar a emoção.
Nosso coro vai adotar essa casa de repouso para virmos de tempos em tempos pra cantar com eles, ouvir suas histórias, e levar alguma esperança.
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Hoje é sábado, de novo.
Tem muito ensaio pra dar conta: crianças, adultos, e até casamento no fim do dia. Sou padrinho, farei dueto e ainda tem a festa no fim de tudo.E me veio à mente esse texto de João 5: Jesus ia com os discípulos para uma festa em Jerusalém, mas antes parou no Tanque de Betesda.
Lugar de dor, de sofrimento, de frustração, de impossibilidades.
Para Jesus, a compaixão sempre vem antes da celebração.
Mas nós somos tão pronto a celebrar, que esquecemos que a celebração é coroação da compaixão. A festa pode esperar.
E não sei bem o porquê, mas na maioria das festas eu fico estranho. Sou acometido por um inoportuno senso de reflexão. Até luto pra ficar com a cabeça apenas lá, naquela alegria, nas músicas, nas conversas e na animação, mas a cabeça voa longe.
Não consigo parar de pensar no irmão João Biscaia, e na casa de repouso. Alguma coisa em mim morreu lá. Muitas outras nasceram, e nem eu entendo bem o quê.
Essa compaixão que eu sinto agora entende o valor da festa, mas não vê a hora de voltar à Betesda.
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Marcadores: contemplativo, cotidiano, crônicas
A Bíblia Conservadora é um projeto que tem por objetivo apresentar a palavra de Deus em inglês contemporâneo, removendo ao mesmo tempo as distorções liberais.
Em agosto deste ano Andy Schlafly lançou o Projeto da Bíblia Conservadora no sáite conservapedia.com, sáite fundado em 2006 para corrigir o suposto viés liberal da wikipédia.
Até agora o Projeto da Bíblia Conservadora, fundado por Schlafly de seu próprio bolso, completou um terço do Novo Testamento e de Gênesis. As mudanças mais controversas são a eliminação do Novo Testamento das histórias em que Jesus perdoa a mulher adúltera e perdoa seus perseguidores na cruz.
“O erro fundamental dessas passagens está em ensinar às pessoas que podem fazer o quiserem e serão perdoadas, mesmo se não se arrependerem”, afirmou Schlafly.
Schlafly observa – corretamente – que ambas as cenas não constam dos manuscritos mais antigos. Para ele, isso comprova que nunca aconteceram.
“Os liberais amam a cena do apedrejamento porque podem usá-la contra a pena de morte”, disse Schlafly. “Mas naquela época eles não apedrejavam mulheres: eles as estrangulavam”.
Ele também culpa os acadêmicos liberais por terem feito com que as traduções bíblicas do século XX, como a Nova Versão Internacional, promovessem o socialismo, o antiamericanismo e o feminismo, minimizando o julgamento de Deus e os horrores do inferno.
Seria fácil desprezar Schlafly como um excêntrico sem credibilidade, não fosse o fato de que sua conservapedia.com acumula dezenas de milhões de visitas e está presente na lista dos 50 maiores sáites conservadores dos Estados Unidos, segundo o RightWingNews.com
Mark Barna, Conservative bible hits cyberspace
A Bíblia Conservadora obedece as seguintes diretivas:
* Sistema de referência contra o viés liberal;
* Não emasculada, evitando linguagem unisex e outras distorções feministas;
* Utiliza potentes termos conservadores, atualizando palavras como “palavra”, “paz” e “milagre”;
* Aceita a lógica do inferno, jamais negando ou minimizando a existência do inferno ou do diabo;
* Expressa as parábolas do livre mercado, esclarecendo as numerosas parábolas econômicas em seu completo sentido de livre mercado;
* Exclui passagens não-autênticas inseridas posteriormente: remove passagens interpoladas sobre as quais os liberais baseiam seus argumentos, como a história da mulher adúltera.
Paulo Brabo, no A Bacia das Almas (via Pavablog).
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Sinceramente, isso não é diferente da Tradução do Novo Mundo (Testemunhas de Jeová). Gente querendo "corrigir" Deus, incapaz de acolher a graça como ela é: perdoando quem não a merece, apenas pelas virtudes e a obra de Jesus na cruz.
Uma pena ver que há quem prefira "corrigir" a Bíblia em vez de abraçar as contradições dessa vida. É que pra isso precisa depender de Deus, viver pela fé, coisa que os idólatras da Lei e do legalismo não cogitam ser possível.
Estamos longe do dia dos namorados, mas fim de ano é tempo de repensar a vida.
Ver se aquela roupa ainda serve, se troca o carro ou não, se muda de curso na faculdade...
Tem até os que pensam em trocar de namorado(a).
[não é o meu caso, antes que pensem coisas]
Mas como os cristãos de cada denominação dariam um "fora" no seu namorado?
1. Presbiteriana: “Vamos continuar orando sozinhos. Se Deus nos predestinou um para o outro, acabaremos juntos”.
2. Metodista: “Não sei se nosso namoro é da vontade de Deus, mas não é da minha”.
3. Assembleiana: “O Senhor me revelou que você não é o varão escolhido, não tem sapatinho de fogo nem unção, lamento”.
4. Católica: “Vou me casar com Jesus!”
5. Universal: “Ore a respeito, e se não ficarmos juntos, é porque você não teve fé”.
6. Batista: “Olha, montei uma comissão a respeito, e todos foram a favor de terminarmos. Contrário? Não houve contrários!”.
7. Adventista: “Você vai ficar bem, Jesus já está voltando”.
8. Internacional da Graça: “Não posso mais dedicar tempo pra você, porque es-tou se-guiiiin-doo / a Je-sus Criiiis-tooo…”
(adaptação minha do original do Keydom, do Ofício dos Chavões.)
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